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Melhore as suas aptidões fotográficas

 

Saiba como tirar o máximo das imagens captadas pela sua câmara digital          

Apartir do momento em que compra a sua nova máquina fotográfica digital, as fotografias que tira saem a custo zero, exceptuando o facto de ter de gastar electricidade para carregar a bateria ou o conjunto de pilhas.

Claro que a fotografia digital acaba por representar um problema - por saírem a custo zero, muitas delas não têm a qualidade que se desejaria. Todos sabemos que, com um limite de espaço bastante satisfatório e sem ter a necessidade de revelar qualquer rolo, o método usado é o de apontar/disparar.Às vezes resulta, é certo, mas na maior parte das vezes o resultado é desapontante.

É antiga a procura da melhor técnica para se conseguir tirar a fotografia digital perfeita. Já não é a primeira vez que a PCGuia aborda este tema, como é o caso dos tutoriais que lhe mostram como tirar o máximo da sua câmara através da exploração intensiva de todas as suas funcionalidades. Apesar de este tipo de conhecimentos ser essencial para se conseguir dominar a técnica da fotografia, na prática poderão redundar em imagens sem sentido ou desprovidas de alguns dos elementos essências - como é o caso do objecto da fotografia, por exemplo. Veja como pode melhorar a escolha dos conteúdos das suas fotos e como pode melhorar a qualidade das suas imagens digitais.

 

Diferentes modos de flash


Tire o máximo dos modos de flash oferecidos pela maior parte das câmaras digitais

Ao usar o modo de flash normal e ao editar posteriormente o efeito de olhos vermelhos, o resultado final melhora

O modo de flash está disponível com diversas opções na maior parte das máquinas fotográficas digitais SLR e compactas, constituindouma boa alternativa ao modo automático que dispara quando as condições de luz são precárias. Caso não exista na sua máquina um modo específico para o preenchimento do flash, para a usar durante o dia ou contra uma superfície branca deverá recorrer à opção de flash forçado.

O modo de sincronização lenta, ou “retrato nocturno”, dispara o flash em conjunto com uma velocidade de abertura do obturador mais lenta, o que o torna ideal para focar detalhes em áreas muito pouco iluminadas ou para dar destaque ao sujeito principal, desfocando ao mesmo tempo o movimento em segundo plano.

Um problema em particular ocorre nas máquinas compactas, em que o flash está montado na proximidade da lente. Quando a luz é emitida, é projectada nas retinas das pessoas fotografadas e produz o bem conhecido efeito de olhos vermelhos. Com o modo de redução de olhos vermelhos, o flash emitirá alguns disparos antes que o obturador tire a imagem final que fazem com que este efeito indesejável seja minimizado. Um melhor resultado pode ser obtido quando se usa o modo normal de flash e depois se edita o efeito de olhos vermelhos num software de edição de imagem.


Verdades e mentiras
A câmara nunca mente (facto discutível…) mas está cheia de truques. Por isso mesmo, a fotografia padece de uma falha terrível - enquanto que no mundo real vemos tudo o que nos rodeia em três dimensões, as fotografias são meramente representações bidimensionais da realidade. É por esta razão que é muito fácil perder-se a noção de profundidade quando se está perante um cenário deslumbrante e, quando a fotografia desse cenário é impressa, o que se vê acaba por não dar a verdadeira dimensão do local.
O que é preciso é ensinar o olho e o cérebro a terem uma ideia de profundidade e perspectiva numa imagem 2D. Para o fazer, existem vários caminhos, sendo que todos têm em comum a composição. A regra mais básica da composição em termos de imagem bidimensional é colocar na fotografia os objectos que se encontram mais perto e mais longe.

As máquinas fotográficas digitais compactas têm lentes com pequenas distâncias focais, o que facilita em muito colocar os objectos distantes e próximos na imagem, uma vez que o focus será simultâneo - especialmente em casos de zoom com ângulo aberto. Pode usar este elemento como uma vantagem. Outro truque muito utilizado passa por usar elementos de referência, como estradas, árvores ou outro tipo de objectos que poderão adicionar uma enorme profundidade à fotografia.

O truque da luz
Noventa e nove por cento de uma boa fotografia tem a ver com um simples facto - saber-se lidar correctamente com as sobras e a luz. Quanto tira uma fotografia, está praticamente a esculpir a luz, uma vez que a profundidade e a direcção das sombras obtidas em 3D induzem o cérebro a pensar forçosamente numa imagem tridimensional, quando na verdade o que se pretende é uma imagem em 2D. Por isso, é muito importante ter em conta elementos como a localização do Sol ou de uma luz artificial.

 
 Passo-a-passo
Use a perspectiva e a regra dos três terços
Coloque mais conteúdos na sua fotografia e dê-lhe uma nova vida com a introdução de profundidade
As máquinas fotográficas compactas têm tendência para ter uma grande profundidade de campo, especialmente em distâncias focais longas. Aproveite esta característica ao máximo, incluindo um elemento em primeiro plano e jogando com o fundo para transmitir uma sensação de escala adequada.
Um dos melhores dispositivos para educar o olho humano a ver a perspectiva e a profundidade em modo 2D é a criação de linhas que se prolongam até ao infinito. Embora o céu em tons de pôr do Sol seja a atracção principal, as margens da asa adicionam profundidade e sentido de escala.
Aqui, recorremos à clássica regra dos três terços para compor a foto. No mundo real, é praticamente impossível alinhar o objecto principal de interesse precisamente nos pontos de intersecção. Por isso, a melhor aproximação passa por aproximá-los ao máximo dos pontos de referência.

Caso tire a fotografia exactamente na direcção desse foco de luz, ou até do Sol, a imagem ficará extremamente estranha, com os elementos fotografados a resultarem num misto de silhuetas escuras meio desfocadas - deve evitar actuar deste modo, portanto. De igual forma, se o Sol se encontrar nas suas costas então a fotografia não deverá ter quaisquer sombras, devendo a iluminação ser uniforme e com evolução nula. Na maior parte dos casos, deverá tentar apontar com o sol sobre o seu ombro, de modo a que consiga obter uma iluminação forte a alternar com sombras ricas. Se rodar noventa graus em direcção ao Sol, o efeito será ainda mais pronunciado, mas correrá o risco de acabar com uma fotografia com fantasmas - nesse caso, poderá usar um pára-sol, um dos mais eficazes e práticos acessórios disponíveis para as máquinas fotográficas.

A excepção à regra do sol por cima do ombro é o modo de retrato. Num dia solarengo, a intensa quantidade de luz que cai sobre as pessoas a fotografar faz com que estas tenham tendência para fechar os olhos, o que acaba por se traduzir numa pose distante do ideal. As sombras também serão escuras, especialmente por baixo do nariz e do queixo, aspecto que será pouco atractivo.

 
Superdica
>Aumentar a sensibilidade (ISO) pode levar a velocidades de obturador mais rápidas, de modo a “congelar” a acção. No entanto, isto normalmente introduz um nível considerável de ruído, mais habitualmente grão, pelo que deve ter cuidado.
>Para escolher um ponto de enfoque numa cena complexa, com uma enorme profundidade, aponte ao objecto principal e pressione levemente o obturador. Mantendo a pressão, recomponha o cenário antes de carregar a fundo no botão de disparo.
>Em condições de pouca luz e em que não puder usar o flash, o uso de velocidades de obturador mais lentas poderão fazer com que a imagem fique tremida. Use um tripé ou encontre uma base sólida e firme na qual possa apoiar-se para usar a câmara, ou até colocá-la e fazer o disparo com retardador, caso queira aparecer na fotografia.
>
Fazer zoom in e zoom out pode ter um efeito evidente na perspectiva. As definições longas de telefoto comprimem o espaço perceptível entre os objectos em primeiro plano e em plano de fundo, enquanto que uma exposição de ângulo aberto permite realçá-lo.

Para contornar esta situação, o truque passa por colocar o sol sobre o ombro da pessoa fotografada. No entanto, esta posição fará com que o cabelo se torne meio escuro, provocando uma sombra que se estende até à face. Daí a necessidade de usar um flash que encha a imagem, ou de uma luz com um cartão branco para iluminar o rosto da pessoa fotografada.

Regras de enquadramento

Uma boa composição é essencial para criar fotografias interessantes. Para ajudar a consegui-la, existe um standard ao qual se deu o nome de regra dos terços. A ideia é partir a imagem em três em ambos os eixos, igualmente espaçados, e intersectando linhas horizontais e verticais. Com a grelha resultante de nove segmentos (muitas vezes disponível como uma opção no visor ou no ecrã LCD da câmara), deverá tentar compor o cenário de forma a que os itens de interesse encaixem onde as linhas convergem.
 
 Passo-a-passo
Melhore as imagens depois do disparo
Para além do enquadramento e da composição, a pós-produção também pode fazer a diferença
Esta fotografia de uma estátua de bronze não tem vida, mas é possível salvá-la com o Paint Shop Pro. Use o Free Rotation para corrigir o enquadramento e depois faça um ligeiro Crop para se livrar dos elementos indesejados nas margens.
Utilizámos a ferramenta de Brightness/Contrast para incrementar ligeiramente ambos os elementos. Adicione-lhe impacto, usando a ferramenta Levels para comprimir o tom geral ou aplicando uma curva em forma de S no ajustamento Curves. A saturação também foi aumentada.
Ao aumentar o brilho, o contraste e a cor numa fotografia digital, obtém-se muitas vezes um efeito indesejado de ruído muito semelhante ao grão de filme. A ferramenta Digital Camera Noise Reduction do Paint Shop Pro é indicada para o remover.

 
Controle a profundidade de campo


Esta é uma área em que as SLR digitais ainda têm vantagem

Uma profundidade de campo mínima é óptima para realçar pormenores

A profundidade de campo é a medida entre o objecto mais próximo e mais distante a focar dentro de uma imagem e depende da abertura e da distância focal. Ao disparar com a lente totalmente aberta, dá à imagem uma profundidade menor e, à medida que recua para a telefoto, a profundidade de campo mantém-se reduzida.

Para obter a profundidade de campo máxima, deverá optar por uma abertura pequena, compensando com uma velocidade do obturador mais longa e escolhendo uma definição de zoom razoavelmente aberta. Quanto quer isolar um objecto contra um fundo distorcido, deverá escolher um maior zoom ou distância focal, combinado com uma grande abertura e uma velocidade de disparo mais curta. Este método é particularmente útil em retratos, quando é mais benéfico distorcer o fundo para atrair as atenções para a pessoa fotografada.

As máquinas fotográficas digitais compactas tendem a ter sensores pequenos combinados com lentes capazes de produzir distâncias focais curtas. Por exemplo, a lente de uma câmara compacta com um alcance de zoom de 35/105 mm (equivalente numa máquina tradicional de 35mm) poderá ter uma distância focal de apenas 5,5/17 mm. Isto provoca uma enorme profundidade de campo, o que é ideal para manter em focus simultâneo objectos próximos e distantes, mas é péssimo no que toca a colocar os fundos desfocados.

Por analogia, as câmaras SLR, com factores de conversão focal mais próximos das câmaras tradicionais de 35 mm, oferecem uma maior flexibilidade.


Quanto o assunto é tirar retratos, poderá ser uma boa ideia posicionar o objecto da fotografia descentrado. Mas não exagere. Claro que poderá arriscar um pouco - todas as regras do mundo da fotografia foram feitas para serem quebradas, e a verdade é que muitas das mais prestigiadas fotografias acabam por ser aquelas que quebram as convenções.

 
 Passo-a-passo
Explore ao máximo cada oportunidade
Alguns conselhos que poderão dar jeito em especiais ocasiões
Alguns dos mais interessantes retratos são tirados por acidente. No entanto, as câmaras compactas têm tendência para oferecer uma boa profundidade de campo, mantendo focados os objectos próximos e distantes, pelo que basta apontar para obter fundos simples.
Para paisagens, compensa tirar a fotografia ao início ou ao fim do dia, quando o sol está fraco. As sombras profundas acrescentam contraste e emoção à imagem, para além de a cor do céu ser mais apelativa nestas alturas.
Quando tira fotografias ao pôr-do-sol, a maior parte dos objectos serão reduzidos a uma silhueta. Por isso, procure por formas simples e limpas. Olhe para o céu em vez de se concentrar no Sol e procure por elementos que poderão ajudar a compor a sua foto.
A exposição elevada de luz que existe numa praia pode levar a máquina a sentir-se baralhada, levando o medidor de luz a fazer uma subexposição. Para manter as suas fotos vivas, defina a compensação de exposição para cerca de +1 EV.
Muitas máquinas fotográficas digitais oferecem um excelente desempenho para fotos nocturnas. No entanto, convém usar um tripé e não recorrer ao flash. Para dar mais contraste, poderá aumentar ligeiramente a abertura do obturador.
Para ver em pormenor um elemento que se encontra longe, irá precisar de uma lente telefoto – é o caso da fotografia de vida selvagem. Algumas câmaras compactas já oferecem distâncias focais consideráveis. Convém encurtar a velocidade de obturador para obter uma imagem limpa.

E não deixe que o zoom faça todo o trabalho por si. Em vez de apontar e ajustar a lente até ao máximo das suas capacidades, experimente obter diferentes locais de disparo, mais longe ou mais perto, mais acima ou mais abaixo.

Artigo retirado da PCGuia - Tire o Máximo do seu Computador em Casa

 

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Última actualização       quinta-feira, 22 de Maio de 2008      

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